AQUECIMENTO GLOBAL



Eliab Gatti Guimarães nº 11

71 C Luís Eduardo Grillo nº 21

Mateus Augusto Cantero nº 25

Nelma de Menezes Gatti Guimarães nº 31












1. AGRADECIMENTOS



Agradecemos a colaboração da população da Cidade de Lençóis Paulista e da Cidade de Bauru incluindo os Alunos e Funcionários do Colégio Técnico Industrial (CTI) que prontamente nos cederam suas opiniões e comentários. Especialmente aos professores Rodrigo (LIA) e Luiz Eduardo Comin que nos orientaram de acordo com as nossas necessidades no decorrer deste trabalho.
Agradecemos aos integrantes e familiares do grupo pela união, disposição e prontidão ao realizar este trabalho sem o qual não teríamos êxito.




2. INTRODUÇÃO



Escolhemos esse tema por ser abrangente, atual, polêmico e que pode decidir o futuro do nosso planeta.
Nessa pesquisa, nosso objetivo é levantar opiniões públicas sobre o aquecimento global e levar as pessoas ao conhecimento do real problema, seu impacto, suas conseqüências e as soluções possíveis para que se possa reverte-lo.
O aquecimento global refere-se ao aumento da temperatura por causas naturais e antropogênicas (causada pelo homem) dos oceanos, do ar e da superfície terrestre, tendo conseqüências agravantes que ao decorrer do tempo tornam-se irreversíveis, a menos que urgentemente atitudes conscientes sejam tomadas por toda extensão do globo terrestre.
Num todo, abrangeremos os subtemas: Efeito Estufa, Degelo, Desmatamento, Queimadas, Poluição entre outros.






3. OBJETIVO



3.1. Geral

Alcançar cerca de 250 moradores sendo 200 pessoas na cidade de Bauru e 50 pessoas na cidade de Lençóis Paulista.
Na cidade de Bauru, dividiu-se a pesquisa em 5 regiões alcançando 40 pessoas em cada uma, sendo elas:
Região Central de Bauru;

  • Região Centro – Oeste;
  • Região CTI;
  • Região Sul;
  • Região Norte.
  • Na cidade de Lençóis Paulista a pesquisa foi efetuada na região central.



3.2. Específico



Nossa meta é alcançar pessoas de diferentes idades, nível cultural, renda média, hábitos (em geral) e opiniões de maneira diversificada e abrangente sobre o tema sugerido.




5. TABELAS E GRÁFICOS

5.1. Questões do Questionário

5.2. Questão 1: ‘Sexo dos entrevistados’

Sexo dos Entrevistados


Sexo

Quantidade de Pessoas (Fi)

Percentual de Pessoas

(Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)



Masculino

107

42,8

107

42,8


Feminino

143

57,2

250

100,0


Total

250

100



[Slide1.JPG]


5.3. Questão 2: ‘Idade dos entrevistados’


Rol

12

14

14

14

14

14

14

14

14

14

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

15

16

16

16

16

16

16

16

16

16

16

16

16

16

16

16

16

17

17

17

17

17

17

17

17

17

17

17

17

17

17

17

17

17

17

17

17

17

17

17

17

17

17

17

18

18

18

18

18

18

18

18

18

18

18

18

18

18

19

19

19

19

19

19

19

20

20

20

20

20

20

21

21

21

21

21

21

21

21

21

22

22

22

22

23

23

23

23

23

24

24

25

25

25

26

26

26

27

28

28

28

29

30

30

30

30

31

31

31

31

32

32

32

32

32

33

33

33

33

34

34

34

34

35

35

35

35

35

35

36

37

37

37

38

38

38

38

39

39

40

40

41

41

41

42

42

43

43

44

44

44

44

45

45

46

46

47

47

48

49

49

49

49

50

50

50

50

51

51

52

52

53

53

53

54

54

56

57

58

59

60

62

62

62

63

64

65

65

68

72

72




Idade dos Entrevistados


Idades

Quantidade de Pessoas (Fi)

Percentual de Pessoas

(Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fa)

Relação Percentual (Frac) (%)



12 18

103

41,2

103

41,2


18 24

45

18,0

148

59,2


24 30

13

5,2

161

64,4


30 36

27

10,8

188

75,2


36 42

15

6,0

203

81,2


42 48

14

5,6

217

86,8


48 54

16

6,4

233

93,2


54 60

6

2,4

239

95,6


60 66

8

3,2

247

98,8


66 ├┤ 72

3

1,2

250

100


Total

250

100



[Slide2.JPG]


Ponto Médio

Fi * Ponto Médio

\Média Aritimética-Ponto Médio\

Fi*\Média-Ponto\

Ponto Médio²

Ponto Médio² * Fi

15

1545

12,26

1263,19

225

23175

21

945

6,26

281,88

441

19845

27

351

0,26

3,43

729

9477

33

891

5,74

154,87

1089

29403

39

585

11,74

176,04

1521

22815

45

630

17,74

248,30

2025

28350

51

816

23,74

379,78

2601

41616

57

342

29,74

178,42

3249

19494

63

504

35,74

285,89

3969

31752

69

207

41,74

125,21

4761

14283

Total

6816


3097,01


240210








Média Aritmética

27,26

Classe Mediana

125

Mediana

20,93

Moda

15,84

Desvio Médio

12,39

Desvio Padrão

217,51

Variância

217,50


5.4. Questão 3: ‘Escolaridade dos entrevistados’


Grau de Escolaridade


Escolaridade

Quantidade de Pessoas (Fi)

Percentual de Pessoas (Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)



Ensino Fundamental (Incompleto)

24

9,6

24

9,6


Ensino Fundamental (Completo)

12

4,8

36

14,4


Ensino Médio (Incompleto)

103

41,2

139

55,6


Ensino Médio (Completo)

76

30,4

215

86


Ensino Superior (Incompleto)

14

5,6

229

91,6


Ensino Superior (Completo)

21

8,4

250

100


Total

250

100




[Slide3.JPG]


5.5. Questão 4: ‘Renda Familiar’


Relação da Renda Familiar em Salários Mínimos


Renda Familiar em Salários Mínimos

Quantidade de Pessoas (Fi)

Relação Percentual de Pessoas (Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)



Até 2 salários

71

28,4

71

28,4


De 2,5 salários

35

14

106

42,4


De 3 salários

28

11,2

134

53,6


De 3,5 salários

34

13,6

168

67,2


De 4 salários

19

7,6

187

74,8


De 4,5 salários

8

3,2

195

78


Acima de 5 salários

55

22

250

100


Total

250

100




[Slide4.JPG]


5.6. Questão 5: ‘Meio de Transporte’


Relação ao Meio de Transporte da População


Meio de Transporte

Quantidade de Pessoas (Fi)

Frequência Percentual de Pessoas (Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)



Particular (Carro/Moto)

95

38,0

95

38


Coletivo (Ônibus)

107

42,8

202

80,8


Particular e Coletivo

28

11,2

230

92


* Outros

20

8,0

250

100


Total

250

100




[Slide5.JPG]


* Outros: Bicicleta e a pé.

5.7. Questão 6: ‘Gases de Indústrias e Carros são os maiores Poluentes? O que pensam sobre?’


Gases de Indústrias e Carros


Tem consciência que os gases de indústrias e carros são os maiores poluentes da atmosfera?

Quantidade de Pessoas (Fi)

Frequência Percentual de Pessoas (Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)




Sim

206

82,4

206

82,4


Não

24

9,6

230

92


Nunca Parei pra Pensar Nisso

20

8

250

100


Total

250

100




[Slide6.JPG]



Se sim, o que pensam sobre?

Quantidade de Pessoas (Fi)

Frequência Percentual de Pessoas (Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)




Aquecimento Global

46

22,3

46

22,3


Aquecimento Global e Poluição

5

2,4

51

24,8


Efeito Estufa e Aquecimento Global

9

4,4

60

29,1


Efeito Estufa

57

27,7

117

56,8


Meio Ambiente e Saúde

5

2,4

122

59,2


Meio Ambiente

9

4,4

131

63,6


Poluição

27

13,1

158

76,7


Problemas de Saúde

13

6,3

171

83,0


Poluição, Efeito Estufa e saúde

7

3,4

178

86,4


Não opinaram

28

13,6

206

100,0


Total

206

100




[Slide7.JPG]


5.8. Questão 7: ‘Aparelhos em modo Standy-By


Aparelhos em modo de Estand-by


Modo Stand-by

Quantidade de Pessoas (Fi)

Relação Percentual

(Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)



Sim

127

50,8

127

50,8


Não

123

49,2

250

100


Total

250

100





[Slide8.JPG]


5.9. Questão 8: ‘Separação de Lixo Orgânico do Reciclável’

Separação de Lixo Orgânico do Reciclável


Separação de Lixo Orgânico do Reciclável

Quantidade de Pessoas (Fi)

Relação Percentual (Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)



Sim

146

58,4

146

58,4


Não

104

41,6

250

100


Total

250

100




[Slide9.JPG]


5.10. Questão 9: ‘Destino de Folhas’

Destino das Folhas de Quintal


O que fazem com as folhas do quintal?

Quantidade de Pessoas (Fi)

Relação Percentual (Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)



Joga-às no Lixo pro lixeiro levar embora

157

62,8

157

62,8


Junta-às e coloca fogo

14

5,6

171

68,4


Nenhuma das opções

79

31,6

250

100


Total

250

100



[Slide10.JPG]



5.11. Questão 10: ‘Opinião sobre o Efeito Estufa’

Conhecimento sobre o que é Efeito Estufa


Tem conhecimento do que é Efeito Estufa?

Quantidade de Pessoas (Fi)

Relação Percentual (Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)



Sim

175

70

175

70


Não

75

30

250

100


Total

250

100




[Slide11.JPG]




O que pensa sobre?

Quantidade de Pessoas (Fi)

Relação Percentual (Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)



Levará a uma grande catástrofe e devemos reverter a situação

16

9,1

16

9,1



Levará a extinção terena

11

6,3

27

15,4



Consequência da ganância humana

18

10,3

45

25,7



Aumenta o buraco na camada de ozônio provocando o Aquecimento Global e suas consequências

15

8,6

60

34,3



Aumento de gases poluentes

10

5,7

70

40,0



É prejudicial ao planeta

7

4,0

77

44,0



Aquece a terra não permitindo a saída dos raios solares para atmosfera

21

12,0

98

56,0



Falta de informação

77

44,0

175

100,0



Total

175

100





[Slide12.JPG]


5.12. Questão 11: ‘Limpar a calçada com: ’

Limpeza da Calçada


Limpar Calçada com:

Quantidade de Pessoas (Fi)

Relação Percentual (Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)



Com Mangueira e Vassoura

111

44,4

111

44,4


Só com Mangueira

14

5,6

125

50


Só com Vassoura

125

50

250

100


Total

250

100




[Slide13.JPG]







5.13. Questão 12: ‘Desperdício de Água’




5.14. Questão 13: ‘Destino dos Óleos Queimados’


[Slide14.JPG]


Destino dos Óleos


Qual o destino do óleo queimado de cozinha e carro?

Quantidade de Pessoas (Fi)

Relação Percentual (Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)



Reciclagem

162

64,8

162

64,8


Lixo comum

53

21,2

215

86


Ralo de Esgoto

35

14

250

100


Total

250

100




[Slide15.JPG]


5.15. Questão 14: ‘Costuma ajudar na Preservação da Natureza’

Costuma ajudar na Preservação da Natureza


Ajuda na Preservação da Natureza?

Quantidade de Pessoas (Fi)

Relação Percentual (Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)



Sim

180

72,0

180

72


Não

40

16,0

220

88,0


Nunca pensei nisso

30

12,0

250

100


Total

250

100




[Slide16.JPG]


De que maneira?

Quantidade de Pessoas (Fi)

Relação Percentual (Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)



Reciclando

46

25,6

46

25,6


Plantando árvores

13

7,2

59

32,8


Nâo jogando lixo nas ruas

42

23,3

101

56,1


Reciclando e plantando árvores

13

7,2

114

63,3


Conscientizando o próximo

7

3,9

121

67,2


Conservando o ambiente e o verde

24

13,3

145

80,6


Economizando água e energia

25

13,9

170

94,4


Sim, mas não opinou

10

5,6

180

100


Total

180

100





[Slide17.JPG]


5.16. Questão 15: ‘Destino de Pilhas e Baterias’

Destino das Pilhas e Baterias


Destino das Pilhas e Baterias após o uso

Quantidade de Pessoas (Fi)

Relação Percentual (Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)



Lixo Comum

115

46

115

46


Coleta Apropriada

119

47,6

234

93,6


Nenhum

16

6,4

250

100


Total

250

100




[Slide18.JPG]


5.17. Questão 16: ‘Relação entre Aquecimento Global e Desmatamento’

Relação entre Desmatamento e Aquecimento


Há relação entre o Desmatamento e o Aquecimento Global?

Quantidade de Pessoas (Fi)

Relação Percentual (Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)



Sim

138

55,2

138

55,2


Não

112

44,8

250

100


Total

250

100




[Slide19.JPG]


Se Sim, de que Maneira?

Quantidade de Pessoas (Fi)

Relação Percentual (Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)



Acelera o aquecimento global

43

31,2

43

31,2


Aumento da poluição e diminuição de O2

44

31,9

87

63,0


Mudanças no clima

4

2,9

91

65,9


Menos O2 e nascentes d'água

3

2,2

94

68,1


Aumento da temperatura e menos O2

11

8,0

105

76,1


Os dois destroem o planeta

6

4,3

111

80,4


Sim, porém não opinaram

27

19,6

138

100


Total

138

100




http://img402.imageshack.us/img402/2765/slide20.jpg


5. 18. Questão 17: ‘Efeitos do Aquecimento Global’

Sentem os Efeitos do Aquecimento Global?


Os Efeitos do Aquecimento Global estão te Afetando?

Quantidade de Pessoas (Fi)

Relação Percentual (Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)



Sim

219

87,6

219

87,6


Não

31

12,4

250

100


Total

250

100




[Slide21.JPG]


5. 19. Questão 18: ‘Opiniões dos Pesquisados’

Soluções Segundo a População


Quais Soluções deveriam ser tomadas para reverter essa Situação?

Quantidade de Pessoas (Fi)

Relação Percentual (Fr) (%)

Frequência Acumulada (Fac)

Relação Percentual (Frac) (%)



Conscientização

42

16,8

42

16,8


Educação das novas Gerações

15

6

57

22,8


Conscientização Governamental

25

10

82

32,8


Mudança para energia renovável

24

9,6

106

42,4


Irreversível

4

1,6

110

44


Conscientização e mudança de atitude

63

25,2

173

69,2


Preservação ambiental, energia sustentável

60

24

233

93,2


Não opinaram

17

6,8

250

100


Total

250

100




[Slide22.JPG]



4. AQUECIMENTO GLOBAL



O Aquecimento Global é um fenômeno climático de larga extensão (um aumento acentuado da temperatura média superficial global que vem acontecendo nos últimos 150 anos). Entretanto, o significado deste aumento de temperatura ainda é objeto de muitos debates entre os cientistas. Causas naturais ou antropogênicas (provocadas pelo homem) têm sido propostas para explicar o fenômeno.

Grande parte da comunidade científica acredita que o aumento de concentração de poluentes antropogênicos na atmosfera é a causa do Efeito Estufa.

A principal evidência do Aquecimento Global vem das medidas de temperatura de estações meteorológicas em todo o globo desde 1860. Os dados com a correção dos efeitos de "ilhas urbanas" mostram que o aumento médio da temperatura foi de 0.6+ -0.2º C durante o século XX. Os maiores aumentos foram em dois períodos: 1910 a 1945 e 1976 a 2000. (fonte IPCC).

Do total de raios solares que entram no planeta (cerca de 75% são emitidos pelo sol) apenas 50% ficam retidos em nossa atmosfera, irradiando uma quantidade de calor necessário para manter a temperatura natural da terra, impedindo que a mesma esfrie demais.

Este fenômeno, também chamado de Efeito Estufa, é um processo natural e benéfico para que haja vida no planeta, onde gases naturais em nossa atmosfera retêm parte desse calor e outra parte é refletida de volta ao espaço.

Contudo, recentemente uma série de estudos realizados por pesquisadores e cientistas tem constatado que ações de interferência humana estão contribuindo para que esse efeito estufa se agrave. A queima de combustíveis fósseis é um dos principais contribuintes para o excesso de CO2 na atmosfera, na qual é exatamente o dióxido de carbono, o principal agente agravante do aquecimento global na retenção do calor em nossa atmosfera.



4.1. Painel Intergovernamental sobre as Mudanças do Clima (IPCC)



O aquecimento global está sendo estudado pelo Intergovernamental Panel on Climate Change (IPCC). Como este é um tema de grande importância, os governos precisam de previsões de tendências futuras das mudanças globais de forma que possam tomar decisões políticas e científicas que evitem impactos indesejáveis.

Em 2007, o painel escreveu e divulgou três textos. No primeiro, em fevereiro, o IPCC responsabilizou a atividade humana pelo aquecimento global – algo que sempre se soube, mas nunca tinha sido confirmado por uma organização deste porte. Advertiu também que, mantido o crescimento atual dos níveis de poluição da atmosfera, a temperatura média do planeta subirá 4 graus até o fim do século. O relatório seguinte, apresentado em abril, tratou do potencial catastrófico do fenômeno e concluiu que ele poderá provocar extinções de espécies da flora e fauna em massa, elevação dos oceanos e devastação em áreas costeiras.

No terceiro documento da ONU, divulgado em maio, em linhas gerais ele diz o seguinte: “Se o homem causou o problema, pode também resolvê-lo”. Por um preço relativamente modesto – pouco mais de 0,12% do produto interno bruto mundial por ano até 2030. Embora contestado por ambientalistas e ONGs verdes, o número merece atenção.

O 0,12% do PIB mundial seria gasto tanto pelos governos, para financiar o desenvolvimento de tecnologias limpas, como pelos consumidores, que precisariam mudar alguns de seus hábitos. O objetivo final seria reduzir as emissões de gases do efeito estufa, que impede a dissipação do calor e esquenta a atmosfera.

Apesar de serem bons pontos de partida para balizar as ações, os documentos não têm o poder de obrigar uma ou outra nação a tomar providências. Para a obtenção de resultados significativos, o esforço de redução da poluição precisa ser global.

O último relatório do IPCC projeta um aumento médio de temperatura superficial do planeta entre 1,4 e 5,8 ºC entre 1990 a 2100. O nível do mar deve subir de 0,1 a 0,9 metros nesse mesmo período.


4.2. Mudanças Climáticas




As mudanças climáticas ocorrem devido a fatores internos e externos.

Ø Fatores Internos: são aqueles associados à complexidade derivada ao fato dos sistemas climáticos serem sistemas caóticos não lineares.

Ø Fatores Externos Naturais: é devido à variabilidade da radiação solar, na qual depende dos ciclos solares e do fato de que a temperatura interna do sol vem aumentando, além de CO2 (Gás Carbônico), CH4 (Metano), entre outros tipos de gases naturais emitidos.

ü Rotação da Terra: entre os fatores externos naturais, na medida em que o planeta se mexe afeta o clima terrestre. Milutim Milankovitch (1879-1958) explicou que o deslocamento cíclico da Terra em relação ao seu eixo, determina o avanço ou recuo das calotas polares e das eras glaciais. Em ciclos de 90.000 anos, a órbita da Terra em torno do Sol muda de elíptica para circular, e vice-versa conforme influência gravitacional de outros planetas. A Terra está no momento, tendendo a órbita circular, o que aumenta a incidência do Sol. Também existe a inclinação da Terra em relação ao seu eixo central que varia de 22,5 a 24,5 ºC, a intervalos de 40.000 anos. Atualmente ela está em 23,5 ºC. Quanto menor a inclinação, maior a formação de gelo nos pólos. (Fontes: NASA, NDAA-Departamento de Meteorologia dos EUA).

Ø Fatores Externos Antropogênicos: são aqueles provocados pela influência humana levando ao efeito estufa, cujo principal dos é a emissão de sulfatos que sobem até a estratosfera causando a depleção da camada de ozônio.

Cientistas concordam que fatores internos e externos naturais podem ocasionar mudanças climáticas significativas. No último milênio dois importantes períodos de variação de temperatura ocorreram: um período quente conhecido como Período Medieval Quente e um frio conhecido como Pequena Idade do Gelo.

Entretanto grandes quantidades de gases têm sido emitidos para a atmosfera desde que começou a revolução industrial, a partir de 1750 as emissões de dióxido de carbono aumentaram 31%, metano 151%, óxido de nitrogênio 17% e ozônio troposférico 36% (Fonte IPCC), além do óxido de enxofre, diasina e aldeídos lançados pelos veículos e indústrias gradativamente.

A maior parte destes gases é produzida pela queima de combustíveis fósseis. Os cientistas pensam que a redução das áreas de florestas tropicais tem contribuído, assim como as florestas antigas, para o aumento do carbono.

A real importância de cada causa proposta pode somente ser estabelecida pela quantificação exata de cada fator envolvido. Fatores internos e externos podem ser quantificados pela análise de simulações baseadas nos melhores modelos climáticos.

A influência de fatores externos pode ser comparada usando conceitos de força radioativa. Uma força radioativa positiva esquenta o planeta e uma negativa o esfria. Emissões antropogênicas de gases, depleção da camada de ozônio estratosférico e radiação solar têm força radioativa positiva e aerossóis têm o seu uso como força radioativa negativa. (fonte IPCC).

No gráfico abaixo, pode-se ver as emissões globais antropogênicas (causadas pelo ser humano) de Gases de Efeito Estufa (GEE) na qual aumentaram 70% entre 1970 e 2004:






Neste gráfico, as quantidades dos diversos GEE estão medidas em termos da “Quantidade Equivalente de Dióxido de Carbono” (o principal GEE), ou seja, a quantidade de CO2 que causaria o mesmo forçamento radiativo a longo prazo (leva-se em conta o tempo que os diferentes gases permanecem na atmosfera).

As emissões antropogênicas originam-se de diversas atividades econômicas. O gráfico abaixo nos mostra a participação dos principais setores da economia mundial nas emissões globais de gases de efeito estufa em 2004:





Para que a temperatura do planeta pare de subir, é necessário que as concentrações atmosféricas dos GEE sejam estabilizadas.
Desde 2001 foram publicados vários “Cenários de Estabilização” das concentrações de GEE, e, portanto da temperatura. O 4º Relatório do IPCC avaliou cerca de 177 desses cenários, agrupando-os em 6 categorias, de acordo com os valores finais das concentrações e da temperatura após a estabilização:


Na tabela acima, o aumento da temperatura após o retorno do sistema climático ao equilíbrio térmico foi calculado com o uso da melhor estimativa atual da sensibilidade climática: 3°C. A incerteza quanto ao valor dessa sensibilidade se reflete na margem de erro da estimativa para a temperatura final após a estabilização.


A temperatura global média em equilíbrio é diferente da temperatura média esperada na época da estabilização das concentrações de gases de efeito estufa em razão da inércia do sistema climático. Para a maioria dos cenários avaliados, a estabilização das concentrações de gases de efeito estufa ocorre ente 2100 e 2150 (IPCC, AR4, WG3).




4.3. Efeitos



Devido aos efeitos potenciais sobre a saúde humana, economia e meio ambiente o aquecimento global tem sido fonte de grande preocupação. Algumas importantes mudanças ambientais têm sido observadas e foram ligadas ao aquecimento global. Os exemplos de evidências secundárias (diminuição da cobertura de gelo, aumento do nível do mar, mudanças dos padrões climáticos) são exemplos das conseqüências do aquecimento global que podem influenciar não somente as atividades humanas, mas também o ecossistema.

O aumento da temperatura global permite que um ecossistema mude. Algumas espécies podem ser forçadas a sair dos seus habitats naturais (possibilidade de extinção) devido a mudanças nas condições, enquanto outras podem espalhar-se, invadindo outros ecossistemas.

Como o clima fica mais quente, a evaporação aumenta. Isto provoca pesados aguaceiros e mais Erosões. Muitas pessoas pensam que isto poderá causar resultados mais extremos no clima como progressivo do aquecimento global.

A Corrente do Atlântico Norte provocada por diferenças na temperatura entre os mares, está diminuindo conforme as médias da temperatura global aumentam, ou seja, significa que áreas como a Escandinávia e a Inglaterra que são aquecidas pela corrente, devem apresentar climas mais frios a despeito do aumento do calor global.

Conforme pesquisas de cientistas da NASA, as perspectivas para a temperatura terrestre nas próximas décadas, considerando-se que continuem o aumento das emissões de gás carbônico na atmosfera, é que em 50 anos a temperatura aumente de 1,5 a 2 ºC conforme região.

Mesmo havendo dúvidas sobre sua importância e causas, o aquecimento global é percebido pelo grande público e por diversos líderes políticos como uma ameaça potencial. Por se tratar de um cenário semelhante ao da tragédia dos comuns, apenas acordos internacionais seriam capazes de propor uma política de redução nas emissões de gases estufa que, de outra forma, os países evitariam implementar de forma unilateral.



4.4. Protocolo de Kyoto


O Protocolo de Kyoto é consequência de uma série de eventos iniciada com a Toronto Conference on the Changing Atmosphere, no Canadá (outubro de 1988), seguida pelo IPCC's First Assessment Report em Sundsvall, Suécia (agosto de 1990) e que culminou com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (CQNUMC, ou UNFCCC em inglês) na ECO-92 no Rio de Janeiro, Brasil (junho de 1992). Também reforça seções da CQNUMC.

Constitui-se no protocolo de um tratado internacional com compromissos mais rígidos para a redução da emissão dos gases que provocam o efeito estufa, considerados, de acordo com a maioria das investigações científicas, como causa antropogênica do aquecimeento global.

Discutido e negociado em Kyoto no Japão em 1997, foi aberto para assinaturas em 11 de dezembro de 1997 e ratificado em 15 de março de 1999; sendo que para este entrar em vigor precisou que 55% dos países, que juntos, produzem 55% das emissões, o ratificassem, para assim entrar em vigor em 16 de fevereiro de 2005, depois que a Rússia o ratificou em novembro de 2004.

Através do tratado, os países-membros (principalmente os desenvolvidos) têm a obrigação de reduzir a emissão de gases do efeito estufa em, pelo menos, 5,2% em relação aos níveis de 1990 no período entre 2008 e 2012, também chamado de primeiro período de compromisso (para muitos países, como os membros da UE, isso corresponde a 15% abaixo das emissões esperadas para 2008).

As metas de redução não são homogêneas a todos os países, colocando níveis diferenciados para os 38 países que mais emitem gases poluentes. Países em franco desenvolvimento (como Brasil, México, Argentina e Índia) não receberam metas de redução, pelo menos momentaneamente.

A redução dessas emissões deverá acontecer em várias atividades econômicas. O protocolo estimula os países signatários a cooperarem entre si, através de algumas ações básicas:

  • Ø Reformar os setores de energia e transporte;

  • Ø Promover o uso de fontes de energia renovável;

  • Ø Eliminar mecanismos financeiros e de mercado inapropriados aos fins da Convenção;

  • Ø Limitar as emissões de metano no gerenciamento de resíduos e dos sistemas energéticos;

  • Ø Proteger florestas e outros sumidouros de carbono.


Por essas razões, foram ratificadas por todos os países industrializados que concordaram em reduzir suas emissões abaixo do nível registrado em 1990. Ficou acertado que os países em desenvolvimento ficariam isentos do acordo. Contudo, George W. Bush (ex-presidente dos EUA), país responsável por cerca de um terço das emissões mundiais, decidiu manter o seu país fora do acordo. Essa decisão provocou uma acalorada controvérsia ao redor do mundo, com profundas ramificações políticas e ideológicas.

Concordaram que o impacto do protocolo no fenômeno é pequeno (uma redução de 0,15 num aquecimento de 2ºC em 2100). Contudo, os defensores da proposta argumentam que enquanto os cortes iniciais dos gases estufa têm pouco impacto, eles criam um precedente para cortes maiores no futuro.


4.4.1. Sumidouros de Carbono


Em julho de 2001, o Protocolo de Kyoto foi referendado em Bonn, Alemanha, quando abrandou o cumprimento das metas previstas anteriormente, através da criação dos "Sumidouros de Carbono". Segundo essa proposta, os países que tivessem grandes áreas florestadas, que absorvem naturalmente o CO2, poderiam usar essas florestas como crédito em troca do controle de suas emissões. Devido à necessidade de manter sua produção industrial, os países desenvolvidos, os maiores emissores de CO2 e de outros poluentes, poderiam transferir parte de suas indústrias mais poluentes para países onde o nível de emissão é baixo ou investir nesses países, como parte de negociação. Porém, a partir da Conferência de Joanesburgo, esta proposta tornou-se inconsistente em relação aos objetivos do Tratado, qual seja, a redução da emissão de gases que agravam o efeito estufa. Deste modo, a política deve ser deixar de poluir, e não poluir onde há florestas, pois o saldo desta forma continuaria negativo para com o planeta.



4.4.2. O Aumento das Emissões dos Países em Desenvolvimento


Um dos fatores alegados pelos Estados Unidos para a não ratificação do Protocolo de Kyoto foi a inexistência de metas obrigatórias de redução das emissões de gás carbônico para os países em desenvolvimento.
Apesar de não serem obrigados a cumprir metas de redução, tais países já respondem por quase 52% das emissões de CO2 mundiais e por 73% do aumento das emissões em 2004. Segundo a Agência de Avaliação Ambiental da Holanda, em 2006, a China, um país em desenvolvimento, ultrapassou em 8% o volume de gás carbônico emitido pelos EUA, tornando-se o maior emissor desse gás no mundo, emitindo, sozinho, quase um quarto do total mundial, mais do que toda a UE.
Um dos motivos dessa escalada das emissões chinesas é a queima do carvão mineral, que responde por cerca de 68,4% da produção de energia na China. Segundo relatório da AIE, 40,5% das emissões mundiais do CO2 são provenientes da queima desse mineral, sendo este considerado o maior contribuidor para o aquecimento global.
O consumo de carvão mineral em 2006 na China saltou 8,7%, quase o dobro do aumento mundial; paralelamente, o consumo de energia elétrica teve uma elevação de 8,4% nesse país, e seu PIB aumentou 10,7%. Logo, o crescimento vertiginoso da economia chinesa gera pressão pelo aumento da produção de energia, que deve acompanhar rapidamente a crescente demanda, já que apagões parciais viraram rotina em algumas cidades chinesas, tamanho o consumo de eletricidade.



Esse país se tornará até 2010 o maior consumidor de energia do mundo. Para suprir a demanda há, atualmente, cerca de 560 usinas termelétricas em construção no território chinês.
Em 2007 quase duas novas termelétricas eram inauguradas por semana, contudo, a tendência é um crescimento continuado do consumo de carvão mineral, bem como das emissões de CO2 na China, algo também verificado na Índia. Esses dois países juntos responderão por 45% do aumento mundial da demanda por energia até 2030. Tal aumento pode significar uma elevação em 57% das emissões mundiais de gás carbônico no mesmo período. Assim, as atuais 27 bilhões de toneladas de CO2 lançadas anualmente na atmosfera passariam para 42 bilhões em 2030.
Frente ao rápido crescimento econômico de economias emergentes, cuja matriz energética é extremamente dependente da queima de combustíveis fósseis, em especial do carvão mineral, o aumento nas emissões de gás carbônico parece inevitável para as próximas décadas, frustrando as pretensões do Protocolo de Kyoto.




5. EFEITO ESTUFA

Apesar de o efeito estufa ser conhecido por muitos somente como algo ruim, ele na verdade é também responsável por manter a temperatura da terra estável e amena. Se não fosse por ele, a diversidade de espécies no planeta não seria tão ampla como é.

O problema é que as ações humanas estão contribuindo para que o planeta fique mais quente. A queima de combustíveis fósseis é um dos principais contribuintes para o excesso de CO2 na atmosfera. O excesso desse gás faz com que parte da irradiação e do calor que deveriam voltar ao espaço fiquem retidos na nossa atmosfera, tornando o planeta mais quente.


5.1. Lixo e Meio Ambiente – Panorama Nacional


5.1.1. Gestão de Resíduos Urbanos: O Cenário Brasileiro


No Brasil, observou-se na década de 90 o descasamento entre o ritmo de crescimento da população e a geração de resíduos urbanos, com uma das conseqüências do aumento do consumo observado após o Plano Real. Segundo o IBGE, entre 1991 e 2000, a população cresceu 15% enquanto a coleta de resíduos urbanos evoluiu 49%, atingindo a marca de 150 mil toneladas/dia.



A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico 2000 aponta a existência de coleta regular do lixo em quase 99% dos Municípios brasileiros. No entanto, a evolução observada nos sistemas de coleta de resíduos urbanos não vem encontrando correspondência na destinação final dos resíduos coletados: segundo o ‘Panorama de Resíduos Urbanos no Brasil – 2002’, do Ministério das Cidades, 59% dos resíduos são destinados de forma inadequada em lixões, aterros irregulares, rios e alagados.
Até mesmo a parcela do lixo urbano cuja destinação final é considerada adequada pelo IBGE – 29% em aterros sanitários e aterros controlados-gera dúvidas no âmbito do próprio governo. No mesmo documento o próprio Ministério reconhece que “... a diferenciação entre o que seja um aterro sanitário, um aterro controlado ou até mesmo um lixão não é reconhecida por vários segmentos sociais nem tampouco por alguns técnicos responsáveis pelos serviços nos municípios.”

O impacto social e ambiental deste quadro é alarmante:

  • Embora não haja estatísticas específicas relacionando doenças e disposição final inadequada do lixo urbano, os números divulgados pelo Ministério da Saúde para internações decorrentes de doenças decorrentes das deficiências de saneamento ambiental, onde a má gestão do lixo urbano pode ser incluída, são alarmantes:

Como se pode observar no quadro acima, o ano de 2002 mostra cerca de 630 mil internações por esta razão e números em ascensão desde o ano 2000.

  • O chorume liberado pelos lixões e aterros irregulares constitui-se na mais grave ameaça aos mananciais de água potável, agredindo, de forma invisível, os aqüíferos.
  • O biogás liberado pelos lixões e aterros, composto por cerca de 50% de gás metano já concorre, no Município de São Paulo com os combustíveis, como a gasolina e o óleo diesel, no ranking de maiores fontes de emissões de gases do efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global.

Há uma importante diferença entre as rotas de aproveitamento energético dos resíduos urbanos. Enquanto o tratamento térmico com geração de energia se apresenta como uma tecnologia ambientalmente correta de destinação final dos resíduos, a geração de energia a partir do biogás dos Aterros é, principalmente, uma forma de mitigar os efeitos negativos decorrentes das emissões de gás metano diretamente na atmosfera, durante todo o período de sua existência; persiste a ameaça às reservas de água de potável.
Importante acrescentar que a reação da população contra os aterros e lixões no Brasil, encampada pelo Ministério Público e pelas entidades de proteção ambiental, vem aumentando a distância entre os aterros e os geradores de resíduos, o que agrava ainda mais a questão do custo de destinação dos resíduos (transporte do lixo). Este problema não se verifica somente no Brasil. A cidade de Nova Iorque, por exemplo, envia o lixo que produz (cerca de 10 mil ton./dia) para aterros localizados a mais de 400 kms.
Uma pesquisa IBOPE/WWF-Brasil realizada em todas as regiões do País em 2006, sobre a percepção e atitude dos brasileiros em relação aos problemas do meio ambiente. Da pesquisa, destacamos a percepção espontânea de 10% da população de que o lixo é um dos nossos três principais problemas ambientais e que a poluição das águas, indicada por mais de 50% dos entrevistados como nosso principal problema, é, em grande parte, causada pela destinação incorreta do lixo.


5.2. Usinas Hidroelétricas contribuir para o Efeito Estufa


A energia hidroelétrica pode afetar seriamente o clima do planeta. Propostas de mudanças na forma como os "orçamentos climáticos" dos países que são calculados, tentam levar em conta a emissão de gases a partir das represas das usinas hidroelétricas, mas alguns especialistas acreditam que a proposta imposta não dá conta da totalidade do problema.
A imagem de ambientalmente correta da hidroeletricidade, como uma alternativa benigna à queima de combustíveis fósseis, é falsa, afirma Éric Duchemin, um consultor do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), "Todo mundo pensa que a hidroeletricidade é muito limpa, mas não é bem assim," o diz.
“Represas de usinas hidroelétricas produzem quantidades significativas de dióxido de carbono e metano e, em alguns casos, produzem mais desses gases que causam o efeito estufa do que usinas termelétricas que funcionam à base de combustíveis fósseis,” afirma Philip Fearnside, um pesquisador que trabalha no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em Manaus. "Mas nós sabemos que há emissões suficientes para que nos preocupemos a respeito."
Com o efeito, os reservatórios feitos pelo homem convertem dióxido de carbono da atmosfera em metano. Isto é significativo porque o efeito do metano no aquecimento global é 21 vezes mais forte do que o dióxido de carbono.
O efeito estufa das emissões da represa Curuá-Una, no Pará, foi mais do que três vezes e meia o que seria emitido pela geração da mesma quantidade de eletricidade a partir da queima de óleo. Isto se deve às grandes quantidades de carbono das árvores e outras plantas, que são liberadas quando o reservatório inicialmente se enche e inunda a floresta. Então, depois desse primeiro pico, a matéria vegetal que fica no fundo do reservatório se decompõe sem a presença de oxigênio, resultando na geração de metano, que fica dissolvido na água. Esse metano é liberado na atmosfera quando a água passa pelas turbinas da usina.
Alterações sazonais na profundidade da água significam que há um contínuo fornecimento de material vegetal. Na estação seca as plantas se espalham pela área do reservatório, sendo cobertas quando o nível da água novamente se eleva. Em reservatórios com bordas rasas essas regiões "afundadas" podem representar vários milhares de quilômetros quadrados.
Declarações de que as hidroelétricas são produtoras líquidas de gases que causam o efeito estufa não é algo novo, mas a questão agora parece estar chegando à agenda política. Na rodada das discussões do IPCC, em 2006, a proposta do Programa Inventário Nacional de Emissão de Gases, que calculada no orçamento de carbono de cada país, incluiu as emissões feitas por regiões artificialmente inundadas.
Com as diretrizes propostas pelo IPCC, países tropicais que dependem intensamente da hidroeletricidade, como o Brasil, poderão ver seus balanços de emissão de gases aumentados em até 7%. “Países mais frios são menos afetados”, afirma Fearnside, “porque as condições mais frias são menos favoráveis à geração de gases que causam o efeito estufa.”
Apesar de uma década de pesquisas documentando as emissões de carbono dos reservatórios artificiais, a energia hidroelétrica tem uma injusta reputação de suavizar o aquecimento global.

5.3. Emissões do Efeito Estufa


O efeito estufa, é um fenômeno atmosférico natural que ocorre quando uma parte da radiação solar refletida pela superfície terrestre é absorvida por determinados gases presentes na atmosfera, cujo alguns desses gases que compõem a atmosfera funcionam como um vidro de estufa, na qual deixa passar a luz solar para o interior, porém aprisiona o calor gerado dentro da estufa. Ele mantém a Terra aquecida ao impedir que os raios solares sejam refletidos para o epaço e que o planeta perca seu calor. Como conseqüência disso, o calor fica retido, não sendo liberado ao espaço.

Efeito estufa provoca o aquecimento do planeta.


O que vem ocorrendo, é o aumento do efeito estufa causado pelas intensas atividades humanas, sendo a principal delas a liberação de CO2 (dióxido de carbono) na atmosfera. Os gases presentes na atmosfera, como o vapor de água, que é o principal "gás estufa", cuja quantidade contida no ar varia muito, no tempo e no espaço. O segundo em importância é o gás carbônico (CO2) como já foi mencionado. Além desses existem metano (CH4), ozônio (O3) e óxido nitroso (N2O), o composto de clorofluorcarbono (CFCS), fabricado pelo homem, também é capaz de aprisionar calor, pois absorvem uma quantidade de radiação infravermelha emitida pela superfície da Terra e radiam, por sua vez, uma parte da energia da atmosfera absorvida de volta para a superfície. Como resultado, a superfície recebe quase o dobro de energia da atmosfera do que a que recebe do Sol e a superfície fica cerca de 30°C mais quente do que estaria sem a presença dos gases do efeito estufa.

Um dos piores gases é o metano, sendo cerca de 20 vezes mais potente que o dióxido de carbono,é produzido pela flatulência dos ovinos e bovinos, na qual a pecuária representa 16% da poluição mundial.

Os gases estufa são transparentes, permitindo que a vibração das moléculas produza calor, também conhecidas como radiação terrestre. Esse calor gerado pelas superfícies aquecidas volta para a atmosfera, sendo absorvido pelos gases estufas, que se aquecem. Esse fenômeno faz com que a atmosfera próxima à superfície, permaneça aquecida durante várias horas após o pôr-do-sol, resfriando-se lentamente durante a noite. A temperatura aumenta toda vez que dirigimos um automóvel, tomamos um avião ou queimamos madeira.

As árvores são grandes armazéns naturais de CO2. Bilhões de toneladas de CO2 da atmosfera são absorvidos pelas florestas do planeta que, dessa forma, ajudam a estabilizar o clima mundial. Mas, quando florestas são queimadas, a substância retida volta à atmosfera.

A maior parte dos gases de estufa tem fontes naturais, além das fontes antropogênicas, contudo existem potentes mecanismos naturais para removê-los da atmosfera. Porém, o contínuo crescimento das concentrações destes gases na atmosfera dá origem a que, mais gases sejam emitidos do que removidos em cada ano.

Tem havido um aumento considerável de 25% de CO2 na atmosfera. Os níveis de CO2 variam constantemente a estação, sendo esta variação mais pronunciada no hemisfério norte, visto que apresenta uma maior superfície terrestre, do que no hemisfério sul. Este fato ocorre devido às interações que ocorrem entre a vegetação e a atmosfera.

À medida que o planeta esquenta, as coberturas de gelo dos Pólos Sul e Norte derretem. Quando o calor do sol atinge essas regiões, o gelo reflete a radiação de volta para o espaço. Se a cobertura de gelo derreter, menos calor será refletido. É provável que isso torne a Terra ainda mais quente.

O aquecimento global provoca maior evaporação de água dos oceanos, levando à maior concentração de vapor d'água na atmosfera, e como o vapor d’água é um gás do efeito estufa, a tendência é do problema cada vez mais se agravar.

Toda a absorção da radiação terrestre acontecerá próximo à superfície, isto é, nas partes inferiores da atmosfera onde ela é mais densa, pois em maiores altitudes a densidade da atmosfera é baixa demais para ter um papel importante como absorvedor de radiação (exceto pelo caso do ozônio). O vapor d'água, que é o mais poderoso dos gases estufa, está presente nas partes inferiores da atmosfera, e desta forma a maior parte da absorção da radiação se dará na sua base. O aumento dos gases estufa na atmosfera, mantida a quantidade de radiação solar que entra no planeta, fará com que a temperatura aumente nas suas partes mais baixas. O resultado deste processo é o aumento da radiação infravermelha da base da atmosfera, tanto para cima como para baixo. Como a parte inferior (maior quantidade de matéria) aumenta mais de temperatura que o topo, a manutenção do balanço energético (o que entra deve ser igual ao que sai) dá-se pela redistribuição de temperaturas da atmosfera terrestre. Os níveis inferiores ficam mais quentes e os superiores mais frios. A irradiação para o espaço exterior se dará em níveis mais altos com uma temperatura equivalente a de um corpo negro irradiante, necessária para manter o balanço energético em equilíbrio.

As conseqüências do efeito de estufa serão sentidas tanto a nível global como a nível regional. O aquecimento global poderá levar à ocorrência de variações climáticas tais como: alteração na precipitação, subida do nível dos oceanos (degelos), ondas de calor. Assim é natural registrar um aumento de situações de cheias que conseqüentemente irão aumentar os índices de mortalidade no planeta Terra.

A poluição dos últimos duzentos anos tornou mais espessa a camada de gases existentes na atmosfera. Muitos desses gases são produzidos naturalmente, como resultado de erupções vulcânicas, da decomposição de matéria orgânica e da fumaça de grandes incêndios. Sua existência é indispensável para a existência de vida no planeta, mas a densidade atual da camada gasosa é devida, em grande medida, à atividade humana. Em escala global, o aumento exagerado dos gases responsáveis pelo efeito estufa provoca o aquecimento global, o que tem conseqüências catastróficas. O derretimento das calotas polares e de geleiras, por exemplo, eleva o nível das águas dos oceanos e dos lagos, submergindo ilhas e amplas áreas litorâneas densamente povoadas. O superaquecimento das regiões tropicais e subtropicais contribui para intensificar o processo de desertificação e de proliferação de insetos nocivos à saúde humana e animal. A destruição de habitats naturais provoca o desaparecimento de espécies vegetais e animais. Multiplicam-se as secas, inundações e furacões, com sua seqüela de destruição e morte.

Um caso bastante atual refere-se ao fenômeno do El Niño, um aumento de temperatura no sistema oceânico, que deu origem a uma onda quente por todo o mundo. Como resultado direto, verificou-se uma deslocação dos mosquitos responsáveis pela propagação da malária e febre amarela para regiões temperadas a altitudes mais elevadas, atacando os grupos de pessoas mais vulneráveis da sociedade.


5. A Camada de Ozônio


A camada de ozônio ou ozonosfera é um filtro de proteção formado pelo gás ozônio (oxigênio concentrado) que protege a atmosfera das radiações liberadas pelo sol.
Situada na estratosfera, o gás é fortemente oxidante e radioativo se chegar à troposfera. Também utiliza sua forte radiação para conseguir impedir a passagem dos raios ultravioletas que, se porventura chegassem à atmosfera acabariam com todo ser vivo existente.
Em 1977, alguns cientistas descobriram um buraco na camada de ozônio na Antártida e ainda, posteriormente, registrou-se que a fina camada de ozônio estava afinando ainda mais em diferentes regiões. Existem algumas substâncias químicas que são liberadas no ar e que provocam tais danificações, como os clorofluorcarbono (gás proveniente dos equipamentos de ar condicionado, aerozóis, etc.) e o hidrocarboneto alifático halogenado. Tais substâncias ao chegarem à estratosfera reagem com o ozônio resultando em moléculas de oxigênio e de monóxido de cloro.
Com o buraco na camada de ozônio, os raios ultravioletas conseguem penetrar pelo filtro de proteção e chegam até a atmosfera, provocando câncer de pele, cegueira, alergias, afetando todo o sistema imunológico deixando-os mais vulneráveis ao ataque de fungos, bactérias e outros.
Em 1985, foi assinada a Convenção de Viena e dois anos depois o Protocolo de Montreal (que por duas vezes foi modificado) por alguns países que se comprometeram em trabalhar contra o aumento do buraco na camada de ozônio.
Declarado pela ONU, o dia 16 de setembro é o dia em que se comemora o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio.


O buraco na camada de ozônio.


Brasil Escola
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Efeito Estufa
Efeito estufa provoca o aquecimento do planeta.
Do total de raios solares que atingem o planeta quase 50% ficam retidos na atmosfera, o restante que alcança a superfície terrestre aquece e irradia calor, esse processo é chamado de efeito estufa.
Apesar do efeito estufa ser figurado como algo ruim, esse processo é um evento natural que favorece a proliferação da vida no planeta Terra. O efeito estufa tem como finalidade impedir que a Terra esfrie demais, caso a Terra tivesse a temperatura muito baixa certamente não teríamos tantas variedades de vida. Contudo, recentemente uma série de estudos realizados por pesquisadores e cientistas, principalmente no século XX, têm indicado que as ações antrópicas (ações do homem) têm agravado esse processo por meio de emissão de gases na atmosfera, especialmente o CO2.
O dióxido de carbono CO2 é produzido a partir da queima de combustíveis fósseis usados em veículos automotores movidos à gasolina e óleo diesel. Esse não é o único agente que contribui para emissão de gases, existem outros como as queimadas em florestas, pastagens e lavouras após a colheita.
Com o intenso crescimento da emissão de gases e também de poeira que vão para a atmosfera certamente a temperatura do ar terá um aumento de aproximadamente 2ºC em médio prazo.
Caso não haja um retrocesso na emissão de gases esse fenômeno ocasionará em uma infinidade de modificações no espaço natural e automaticamente na vida do homem. Dentre muitas as principais são:

• Mudanças climáticas drásticas, onde lugares de temperaturas extremamente frias sofrem elevações nas mesmas ou em áreas úmidas comecem a enfrentar períodos de estiagem. Além disso, o fenômeno pode levar áreas cultiváveis e férteis a entrar em um processo de desertificação.


• Aumento significativo na incidência de grandes tempestades, furacões ou tufões e tornados.

• Perda de espécies da fauna e flora em distintos domínios naturais do planeta.

• Contribuir para o derretimento das calotas de gelo localizadas nos pólos e conseqüentemente provocar uma elevação global nos níveis dos oceanos.

O tema "efeito estufa" é bem difundido nos mais variados meios de comunicação de massa do mundo, além de revistas científicas e livros, no entanto a explicação é razoavelmente simples, devido os gases se acumularem na atmosfera a irradiação de calor da superfície fica retida na atmosfera e o calor não é lançado para o espaço, dessa forma essa retenção provoca o efeito estufa artificial. Abaixo um esboço de como ocorre o efeito estufa natural e artificial ou provocado pelo homem.

Efeito estufa natural favorável à vida na Terra.


Efeito estufa provocado pelo homem.


Eduardo de Freitas - Graduado de Geografia - Equipe Brasil Escola
Geografia Geral - Geografia - Brasil Escola

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6. COMO O AQUECIMENTO GLOBAL PODE AFETAR O BRASIL


O recente consenso científico sobre o impacto do aquecimento global aponta obstáculos que o país tem de começar a enfrentar. Caso contrário, as conseqüências podem ser devastadoras. Com o planeta, segundo os cientistas, se a temperatura sobe 2 graus, sistemas de chuvas e secas já se alteram, provocando chuvas demasiadas, alagamentos, tufões, furacões em lugares aonde essas alterações não ocorriam; outrora, em outras regiões produtivas tornar-se-iam desérticas. Com uma elevação de 5 graus, o clima da Terra entra em colapso.
Só no Brasil, isso exterminaria a agricultura e a pecuária em boa parte das zonas tropicais, inundaria cidades litorâneas e tornaria freqüentes os furacões nas regiões Sul e Sudeste. Já no Nordeste Brasileiro, com a escassez de chuva a região tornaria desértica sem condições habitáveis provocando assim uma grande demanda da população. Na costa litorânea a elevação dos oceanos provocaria inundações e submergiria toda essa região provocando também grande demanda demográfica.
No caso da Floresta Amazônica, a extinção de espécies da fauna e flora seria inevitável, tornando essa região uma verdadeira savana. Cada um desses fatores acima citados poderá ser reversível se medidas urgentes passarem a ser tomadas, para que nosso país venha ser uma grande potência na agricultura e que possa ter a conservação do meio ambiente. Para tanto, se é necessário medidas sustentáveis para que haja conservação da vida no planeta.




Desmatamento e queimadas


O Brasil é um dos únicos países do mundo a dispor de um sistema orbital de monitoramento de queimadas absolutamente operacional. Dezenas de mapas de localização são gerados por semana, durante o inverno, e, neste trabalho, são apresentados dados quantitativos do monitoramento orbital das queimadas ocorridas na Amazônia.

O impacto ambiental das queimadas preocupa a comunidade científica, ambientalistas e a sociedade em geral, pois elas afetam diretamente a física, a química e a biologia dos solos, alterando, ainda, a qualidade do ar em proporções inimagináveis.

A queima das florestas, seja em incêndios criminosos, seja na forma de lenha ou carvão vegetal para vários fins (aliás, a queima de carvão vegetal vem aumentando muito na Amazônia brasileira, como resultado da disseminação de usinas de produção de ferro gusa, principalmente no Pará), tem colaborado para aumentar a concentração de gás carbônico na atmosfera.

Cada hectare queimado libera entre 500 e 1.100 toneladas de dióxido de carbono. Em conseqüência, um quinto das emissões globais de CO2 está vinculado à extinção das florestas. A Rede WWF (antes conhecida como Fundo Mundial para a Natureza) calcula que a cada minuto desaparece, em todo o mundo, uma área equivalente a 38 campos de futebol.

Com a diminuição das florestas diminui-se a filtração de CO2 da atmosfera também. Com o aumento da temperatura terrestre, aumenta o período de estiagem.

A queda na umidade natural da floresta acaba com o vapor de água da transpiração das plantas, que protege as árvores das queimadas. A vegetação fica mais exposta ao fogo. Como o fogo agrava a seca, cria-se um ciclo de destruição. O baixo nível dos cursos da água pode deixar grande parte da população local com problemas de transporte e alimentação. O desaparecimento de metade da Floresta Amazônica também pode reduzir em até 35% a umidade nas regiões Sul e Sudeste do país, afetando os ciclos de chuvas.

Com o intenso crescimento da emissão de gases e também de poeira que vão para a atmosfera, certamente a temperatura do ar terá um aumento de aproximadamente 2ºC em médio prazo.

Caso não haja um retrocesso na emissão de gases esse fenômeno ocasionará em uma infinidade de modificações no espaço natural e automaticamente na vida do homem. Dentre muitas as principais são:

• Mudanças climáticas drásticas, onde lugares de temperaturas extremamente frias sofrem elevações nas mesmas ou em áreas úmidas comecem a enfrentar períodos de estiagem. Além disso, o fenômeno pode levar áreas cultiváveis e férteis a entrar em um processo de desertificação.

Outras áreas ficariam restritas a reduzidas espécies cultiváveis pela elevação da temperatura.

Aumento significativo na incidência de grandes tempestades, furacões ou tufões e tornados. No Brasil, há possibilidade de ocorrências de ciclones e furacões no Sul e Sudeste.

• Perda de espécies da fauna e flora em distintos domínios naturais do planeta.

• Contribuir para o derretimento das calotas de gelo localizadas nos pólos e conseqüentemente provocar uma elevação global nos níveis dos oceanos. No caso da costa litorânea brasileira, isso provocaria ressacas mais intensas, com ondas de mais de 3 metros, com grandes estragos, erosões na faixa litorânea e demanda demográfica.

Já o Nordeste brasileiro é a região mais sensível ao aquecimento global. Podemos ter o primeiro deserto do país em uma área com 32 milhões de habitantes. Caso esse cenário se torne real, uma nova onda de migração pressionaria as capitais do Nordeste e Sudeste. Seria os primeiros refugiados do clima do Brasil. A depressão sertaneja, entre os Estados da Bahia e do Piauí, é a região mais crítica. Os pesquisadores traçam três cenários para o semi-árido brasileiro. Mesmo no mais favorável, com a elevação da temperatura em 1,5°C, parte do lençol freático poderá desaparecer. Os açudes construídos desde o tempo do Império para abastecer a população nos períodos de seca podem sumir. Com a falta de água subterrânea para a irrigação e os açudes com seus limites baixos, teríamos um ambiente pior que o registrado na seca de 1983. Paradoxalmente, chuvas incomuns também podem ocorrer. Como em 2004, quando choveu em um mês mais que toda a taxa anual. Isso aumenta a erosão do solo.

8.2. Leis e Decretos do Presidente Lula sobre Crime Ambiental

O presidente Luis Inácio Lula da Silva assinou em 10/12/2008, um novo decreto no Brasil que substitui o decreto 6.514/2008, que trata dos crimes ambientais.
A informação foi repassada pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, aos deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária.
Esse novo Decreto no Brasil passa a definir claramente as penas e as infrações previstas na Lei de Crimes Ambientais. Em discurso durante visita a um centro de triagem de animais silvestres do IBAMA, na cidade-satélite de Taguatinga, Lula defendeu leis mais rígidas contra infratores.
O novo decreto aumenta para um ano o prazo para a averbação da Reserva Legal e dá anistia aos proprietários que receberam multas e sanções desde a entrada em vigor do decreto 6.514, em julho do ano de 2008.
Com o novo decreto, um hectare desmatado de forma ilegal pode acarretar multa de R$ 5 mil. O texto, porém, permite que o infrator ainda possa converter parte da multa por desmatamento (60%) em serviços ambientais, como a recuperação da área degradada. Antes, o desconto poderia chegar a 90%. As multas estabelecidas pelo decreto variam de R$ 50 a R$ 50 milhões.


 


8.2.1. Fiscalização

O pesquisador Adalberto Veríssimo, da organização não-governamental Imazon, diz que o decreto é uma iniciativa “oportuna”, pois apenas 3% das multas aplicadas na área ambiental são efetivamente pagas.

Das 299 unidades de conservação administradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, 82 estão sem gestores e 173 não têm fiscais. O governo prometeu, no início do mês de julho deste ano, lançar edital de concurso para preencher as vagas. Na solenidade de 22/07/2008, Lula assinou decreto que cria a Guarda Ambiental Nacional e o Corpo de Guarda-Parques. Os novos órgãos federais, no entanto, serão formados por policiais, bombeiros e servidores dos Estados e municípios.

Ainda no discurso, o presidente disse que o governo quer parcerias com governadores e prefeitos na área ambiental. Tanto o atual ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, quanto à antecessora dele no cargo, Marina Silva, travaram embates públicos com o governador de Mato Grosso e produtor de soja, Blairo Maggi, considerado por entidades ambientais como o maior devastador da Amazônia da atualidade.

"Hoje a legislação ambiental não permite que os agricultores continuem plantando. Por isso, este prazo maior para a averbação da Reserva Legal será propício para discutirmos e implantarmos o Código Ambiental Brasileiro, que deve ser uma Lei mais abrangente com os Estados fazendo o Zoneamento Econômico Ecológico e respeitando as especificidades regionais”, salienta o Deputado Valdir Colatto (PMDB/SC).

Caso não fizessem a averbação de Reserva legal, os proprietários ficavam sujeitos a multas, que em muitos casos superava o valor das propriedades, além de desapropriações de bens e bem-feitorias. O crédito agrícola também estava vetado para os proprietários que não cumprissem as determinações no prazo estipulado.

Cada propriedade rural deve destinar 20% de sua área para compor a Reserva Legal. No Bioma Cerrado, este percentual chega a 35%. Na Amazônia Legal, 80%.

8.3. Costa Brasileira:

A pesca é a atividade humana de busca por proteína mais antiga da humanidade. Talvez não tenha muito futuro. Pesquisas demonstram que restarão poucos pescadores depois das mudanças climáticas. Muitas das espécies de peixes de águas doces e do mar que consumimos correm o risco de ser extintas. Pior: há pouca disponibilidade de espécies criadas em cativeiro. No total, menos de 10% dos peixes ingeridos no mundo são de criadouros.

Nos oceanos, o problema parece ser maior. Os ambientes, já pressionados pela poluição e pesca descontrolada devem sofrer. Uma das ameaças é a destruição dos mangues, passíveis de ser alagados pela elevação do nível do mar, e dos corais, que seriam destruídos por uma mudança de acidez da água (provocada porque o mar absorve parte do carbono da atmosfera). Ambos funcionam como berçários naturais, que garantem a reposição dos estoques pesqueiros. Um estudo da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO) afirma que espécies de peixes migratórios e de alto-mar também podem ser extintas.

Uma amostra do que pode vir por aí aconteceu em Abrolhos, na Bahia. Em 1998, durante uma onda de calor, houve um branqueamento de 85% dos corais. No branqueamento, os organismos que mantêm o coral vivo (e colorido) morrem, deixando apenas a estrutura calcária, branca. "Foi um grande susto", diz Guilherme Dutra, biólogo da ONG Conservação Internacional. "Com sorte, cerca de 90% desses corais se recuperaram. Mas não sabemos o que pode acontecer caso a temperatura aumente 2 graus." Sem os recifes, muitas espécies de peixes, como os meros e as garoupas, perdem seu hábitat e local de reprodução.

Há poucos levantamentos de quais medidas podem evitar um colapso na pesca. De qualquer forma, a criação em cativeiro não parece ser a solução, porque ela destrói justamente as regiões de mangues e corais. Se nada for feito, a geografia do Brasil poderá ter mudanças drásticas até o fim do século, segundo estudos recentes que apontam os possíveis impactos de um aumento de temperatura entre 2 e 5 graus Celsius no país. As ameaças mais graves são danos à agricultura, o desaparecimento de boa parte dos cardumes de nossa costa e a desertificação do Nordeste.

8.4. Cerrado

Um exemplo de devastação da vegetação brasileira é o desmatamento do cerrado. Ele corresponde a 25% do território nacional, sendo a segunda maior formação vegetal e edêmica brasileira, abrangendo 10 estados (Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Piauí, Distrito Federal e São Paulo). Sua área original total correspondente a 2 milhões de Km² perdeu até hoje 48,2% de sua vegetação, sendo considerada a mais devastada, duas vezes mais que a Amazônia.

No Brasil os parques ecológicos correspondem apenas a 6,5% da área total do cerrado, enquanto o restante é área particular e sujeita a desmatamento. Só no estado de São Paulo restam apenas 0,85% da área original.

Essa biodiversidade abrange mais de 10 mil espécies de plantas, uma fauna com estimativa de 837 espécies de aves e 161 tipos de mamíferos. Dele também dependem grupos indígenas remanescentes e sertanejos.

No cerrado se localizam nascentes de água que abastecem várias bacias hidrográficas. Espécies nativas de vegetação têm sido exploradas para a produção de remédios medicinais, onde muitos deles patenteados no exterior.

As causas do desmatamento no cerrado são principalmente a pressão urbana e o avanço das atividades agrícola e pecuária. Um exemplo disso é Bahia, Mato Grosso e Goiás, com implantação de 20 usinas e o avanço do plantio da cana no cerrado para expansão da produção. Sua devastação anual corresponde a 20 mil Km² dando lugar a plantação de grãos, cana ou para produção de carvão.

Assim, o desmatamento no cerrado tem uma produção anual de 350 milhões de toneladas de CO2, mais que as indústrias e transportes brasileiros juntos.

Como conseqüência inúmeras espécies da fauna e flora desaparecerão. Nascentes de água serão suprimidas afetando o clima e conseqüentemente a outros biomas que são alimentados por elas: como os grandes rios das bacias hidrográficas, Paraná – Prata, Amazonas, Tocantins e São Francisco.




7. O DEGELO DA ANTÁRTIDA

Estudos divulgados pela revista Nature mostram que, caso a temperatura terrestre aumente 5 graus Celsius, será suficiente para que o gelo da camada Oeste da Antártida (WAIS) derreta, com isso, o nível global dos mares poderá subir até 7 metros em relação ao seu nível atual.
A camada de gelo flutuante não elevará o nível do mar caso derreta, porque já está deslocando água. A verdadeira ameaça ocorre quando a plataforma de gelo que está atrás e abaixo do nível do mar, seja exposta ao oceano.
Com mais de 50 amostras de gelo retiradas a mais de 1200 metros de profundidade, os cientistas conseguira, estudar como o aumento da quantidade de dióxido de carbono afetou a temperatura dos oceanos e os movimentos do gelo. Uma delas foi que a capa de gelo da região da bacia de Ross, na Antártida Ocidental, que desapareceu, se renova a cada 40 mil anos, sendo que nos últimos 5 milhões de anos ocorreram 38 incidentes, num estudo publicado pela Nature.
Tim Naish, um especialista em geleiras da Victoria University de Wellington, Nova Zelândia, afirma que há evidências de que a WAIS se derrubou de forma Periódica durante o Plioceno (entre 3 e 5 milhões de anos). Ele lembra ainda que, nessa era, os níveis de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera eram similares aos atuais.


Degelo dos pólos





O derretimento das geleiras da Groenlândia e da Antártida acelerou mais em anos recentes com o aquecimento do planeta provocado pelo efeito estufa. Cientistas prevêem que no final do século o clima lembrará o de 130 mil anos atrás, quando o nível dos mares estava 6 metros mais alto. Um conjunto de artigos na revista científica "Science" mostra que os pesquisadores temem que o aquecimento global "possa estar levando a um aumento do nível do mar catastrófico". Com o mar subindo tanto, cerca de meio bilhão de pessoas teria de fugir da orla marítima para o interior mais elevado. Ou seja, aquela casa de praia que você gostaria de legar a seus netos e bisnetos só deverá ser acessível por submarino em 2100. As estimativas sobre a quantidade de gelo derretido nos pólos variam, mas estão sempre na ordem de dezenas de quilômetros cúbicos de água por ano. Uma cidade como Los Angeles, com 10 milhões de habitantes, consome um quilômetro cúbico de água por ano --ou um trilhão de litros.

Segundo Mark Serreze, cientista do Centro Nacional de Dados sobre a Neve e o Gelo na Universidade do Colorado, o desaparecimento do gelo nos mares árticos chegou a um momento "crítico". "O Ártico perde muito gelo nos meses do verão, e parece que também está gerando menos gelo no inverno", afirmou. E quando o gelo chega a um estado vulnerável, a situação chega a um ponto de desorganização tamanho que é possível que estejamos avançando rapidamente rumo a um Ártico sem gelo, acrescentou.

Desde 1979, o acumulo de gelo nos pólos tem sido negativo, quando começaram a ser utilizados satélites para sua observação, desde aquele ano, houve em média uma perda anual de 100 mil quilômetros quadrados de gelo como resultado do aumento da concentração dos gases que provocam o efeito estufa.

Serraze disse que, como o aumento das temperaturas registrado nas últimas décadas deve-se à emissão de gases estufa na atmosfera, a curto prazo não se pode prever um fim para a diminuição do gelo nos mares árticos. Outro estudo realizado por cientistas da Universidade de Edimburgo e da University College de Londres dá números mais precisos sobre o degelo. Este, aponta, é de 125.000 milhões de toneladas por ano.

A equipe de Bette Otto-Bliesner, do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica, dos EUA, estima que o derretimento das geleiras nos dois pólos aumentaria o nível do mar entre 30 cm e 1 m em um século, ou em 150 anos. Há vários efeitos que os cientistas precisam levar em conta. Por exemplo, o calor já provoca uma natural expansão do volume da água. E a poluição tende a deixar a neve e o gelo mais escuros, absorvendo mais calor. Mas algumas observações são especialmente preocupantes. Alguns fenômenos não aconteceriam de modo gradual, mas tenderiam a causar mudanças rápidas. É o caso da movimentação das geleiras sobre o território da Groenlândia. Boa parte dessa ilha está coberta por camadas de 2 km a 3 km de geleiras e do grande aumento dos "terremotos de gelo".

Os "gelos motos" ocorrem porque a água do derretimento lubrifica as geleiras e causa deslocamentos. Isso também é importante na Antártida, que tem muito gelo sobre o mar. A água mais quente vinda por baixo também aceleraria a perda dessas geleiras.

Segundo relatório de cientistas da Universidade Pierre e Marie Curie, em Paris, também publicado pela "Science", o aquecimento global está ocorrendo cada vez com maior rapidez no norte do planeta, e se deve à crescente concentração de gases estufa. As fontes de poluição incluem as da região eurasiana, as emissões de navios e os incêndios florestais, apontam.

A publicação dos estudos coincidiu com uma reunião científica na cidade de Hannover, Estado americano de New Hampshire, para determinar o impacto do aquecimento global. Segundo os cientistas, o aquecimento é maior em torno da linha do Equador, mas as mudanças que produz nessa altura são menos dramáticas que as que ocorrem nos pólos. As conseqüências das mudanças climáticas, dizem, afetarão todos os habitantes do planeta, cada aspecto da vida humana, e ninguém poderá evitá-las.





10. SOLUÇÕES

10.1 Fontes de Energia Alternativa (Renováveis):

10.2. Energia Solar: A Fonte Inesgotável de Energia.



Toda a vida na Terra depende da energia do Sol. A Energia Solar é a fonte para a fotossíntese, onde provê o calor necessário para as plantas e os animais poderem sobreviver.

O calor do sol faz a água na superfície da Terra evaporar e formar nuvens que eventualmente provêem as chuvas.

Embora a Energia Solar seja a maior fonte de energia recebida pela Terra, sua intensidade na superfície Terrestre é na verdade muito baixa devido à grande distância entre a Terra e o Sol. O fato de que a atmosfera absorve e difunde parte da radiação, cujo em um dia claro a energia que alcança a superfície da Terra é de apenas 70% do seu valor nominal, sua intensidade varia de acordo com a região do planeta, condição do tempo, e horário do dia.



10.3. Energia Térmica

Circuitos térmicos solares usam os raios do sol para aquecer um líquido ou um sólido, que então são usados em sistemas de transferência de calor para gerar vapor, fazendo girar um gerador.

Os materiais aquecidos podem ser usados para operar uma máquina diretamente.

Há dois tipos principais de sistemas térmicos solares:

Ø Coletores Flat-Plate: Os coletores Flat-Plate mais comuns consistem em um prato de metal escuro, coberto com uma ou duas folhas de vidro que absorvem calor. O calor é transferido para o ar ou para água, que fluem pela parte de trás do prato. Este calor pode ser usado diretamente ou pode ser transferido para outro meio. Esses coletores são usados em casas e para aquecer água. Coletores Flat-Plate tipicamente aquecem os fluidos (água ou ar, por exemplo) a temperaturas que variam de
150 a 200 F (66 a 93 C). A eficiência de tais coletores varia de 20 a 80 por cento.

Ø Coletores Concentradores: Quando são requeridas temperaturas mais altas, um coletor Concentrador é usado. Estes coletores refletem e concentram luz solar de uma área grande. Tal dispositivo, chamado de forno solar, foi instalado no Pyrenees na França e tem vários acres de espelhos enfocados em um único ponto. A energia que se concentra no ponto é 3.000 vezes maior que qualquer espelho do sistema, e a unidade produz temperaturas de até 3.630 F (2.000 C). Outra estrutura, chamada "Power Tower" perto de Barstow, Califórnia, gera 10.000 quilowatts de eletricidade. Aqui, o forno age como uma caldeira e gera vapor para uma turbina-elétrica a vapor.

Em coletores concentradores sofisticados como na Califórnia, cada espelho é girado por um “heliostat” que dirige os raios do sol do espelho para o ponto de concentração. Motores de posicionamento, e seus controladores fazem de tais sistemas caros. Coletores menos caros produzem temperaturas abaixo das que esses Coletores concentradores mais avançados, mas ainda assim mais altas que a dos Flat-Plate. Por exemplo, refletores parabólicos que se concentram a luz solar em tubos de cano escuros pode produzir temperaturas fluidas de cerca de 400 a 550 F (200 a 290 C) e podem concentrar a energia solar em até 50 vezes a sua força original.

10.3.1. Processo de Funcionamento Residencial

As placas solares situam-se nos telhados das casas e prédios expostos ao sol.

O coletor solar funciona recebendo radiação solar e a transfere para a placa absorvedora. O calor é então transferido para o fluído que escoa no interior de tubos que estão em contato com a superfície absorvedora.

Além dos coletores solares, para um sistema de aquecimento completo, é necessário um reservatório térmico, um sistema de circulação de água e um sistema auxiliar de aquecimento térmico. Em períodos encobertos, caso a temperatura da água do reservatório térmico caia muito, a resistência de aquecimento elétrico auxiliar será acionada por um termostato, de forma a fornecer energia suficiente para a água armazenada.

10. 4. Energia Solar em Eletricidade

Ø O Efeito Fotovoltaico:

Utilizadas a princípio nos satélites, as células de energia fotovoltaica descem a Terra e fazem a luz do dia virar eletricidade. Uma forma de energia fotovoltaica se encontra nos relógios e calculadoras solares. A aplicação mais importante, porém, é fornecer energia em lugares isolados, distantes das redes elétricas, o que a longo prazo pode significar uma solução para países subdesenvolvidos.

A energia solar constitui-se em um processo de geração de energia limpa, segura, silenciosa, que não utiliza peças móveis e tem seu custo operacional extremamente baixo, além de ser uma fonte inesgotável. Ainda apresentam melhores soluções para problemas que outras fontes de energia foram menos eficientes em resolver.

No âmbito doméstico, com painéis fotovoltaicos e baterias recarregáveis é possível contar com energia elétrica durante as 24 horas do dia, em qualquer parte do mundo.

A fabricação de células solares é parecida com a produção dos chips de computadores, baseada em materiais semicondutores.

Um exemplo do aproveitamento dessa energia é em Freiburg, no sudeste da Alemanha. A chamada “cidade do Sol”, lá existe o bairro que foi o primeiro a possuir casas abastecidas com energia solar. As casas são construídas com um isolamento térmico para a energia ser “guardada” dentro. Quando as casas são abastecidas mais do que o necessário, os donos vendem o restante de energia para companhias de eletricidade da região. Na cidade, há casas que giram de acordo com o movimento do Sol. Com o uso da energia solar, a cidade já deixou de gastar mais de 200 toneladas de gás carbônico por ano.


10.4.1. Luz para os Trópicos

O Brasil dispõe de energia fotovoltaica desde 1978, quando a Telebrás importou a tecnologia solar para eletrificar uma de suas estações retransmissoras no interior de Goiás. Nessa mesma época, a Marinha também adotou o sistema para a eletrificação de seus sinalizadores e bóias. A partir de 1980, com a criação da Helio Dinâmica, o Brasil não só passou a produzir células e painéis solares, como também começou a exportar células para países como Índia, Canadá, Alemanha e Estados Unidos.

10.5. Energia Biomassa

Através da fotossíntese, as plantas capturam energia do sol e transformam-na em energia química. Esta energia pode ser convertida em várias formas de energia: eletricidade, combustível ou calor. As fontes orgânicas que são usadas para produzir energias usando este processo são chamadas de biomassa.

Incluí-se também nesta classificação os efluentes agro-pecuários, agro-industriais e urbanos. Os recursos renováveis representam atualmente cerca de 20% do fornecimento total de energia no mundo, com cerca de 14% proveniente de biomassa.


10.5.1. Conversão: Biomassa Sólida

Têm como fonte os produtos e resíduos da agricultura (incluindo substâncias vegetais e animais), os resíduos da floresta e das indústrias conexas e a fração biodegradável dos resíduos industriais e urbanos.

Quanto à biomassa sólida, o processo de conversão ou aproveitamento de energia, passa primeiro pela recolha dos vários resíduos de que é composta, seguido do transporte para os locais de consumo, onde se faz o aproveitamento energético por combustão direta.

Ø Vantagens:

· Baixo custo de aquisição;

· Não emite dióxido de enxofre;

· As cinzas são menos agressivas ao meio ambiente que as provenientes de combustíveis fósseis;

· Menor corrosão dos equipamentos (caldeiras, fornos);

· Menor risco ambiental;

· Recurso renovável.

Ø Desvantagens:

· Menor poder calorífico;

· Maior possibilidade de emissões de partículas para a atmosfera. Isto significa partículas (filtros, etc.)

· Dificuldades no stock e armazenamento.

Este resulta da degradação biológica anaeróbia da matéria orgânica contida nos resíduos anteriormente referidos e é constituído por uma mistura de metano (CH4) em percentagens que variam entre os 50% e os 70% sendo o restante essencialmente CO2.

10.5.2. Conversão: Biocombustível Líquido

Os biocombustíveis (biodiesel, etanol, metanol) podem ser utilizados na substituição total ou parciais como combustíveis para veículos motorizados. No caso do biodiesel a sua utilização, com uma percentagem até 30%, é possível em motores de Diesel convencionais, sem alterações ao motor. Podendo ser utilizados com concentrações até 100% em motores especialmente preparados para o efeito. O etanol ocupa um lugar de destaque no Brasil, com cerca de 43% dos veículos movidos a etanol. No entanto existem algumas desvantagens ainda não ultrapassadas na produção deste tipo de biocombustível:

· Queima da palha do canavial, que visa o aumento da produtividade, redução de custos de transporte tem conseqüências para o ambiente, ao libertar gás CO2, ozônio, gases de nitrogênio e de enxofre (responsáveis pelas chuvas ácidas);

· Produção de efluentes do processo industrial da cana-de-açúcar, os quais devem ser tratados e se possível reaproveitados na forma de fertilizantes.

Existe uma série de biocombustíveis líquidos com potencial de utilização, todos com origem em "culturas energéticas":

Ø Biodiesel (éter metílico): obtido principalmente a partir de óleos de colza ou girassol, por um processo químico chamado transesterificação.

Ø Etanol: é o mais comum dos alcoóis e caracteriza-se por ser um composto orgânico, incolor, volátil, inflamável, solúvel em água, com cheiro e sabor característicos. Produzido a partir da fermentação de hidratos de carbono (açúcar, amido, celulose), com origem em culturas coma a cana de açúcar ou por processos sintéticos.

Ø Metanol: os processos de produção mais comuns são de síntese a partir do gás natural, ou ainda a partir da madeira através de um processo de gaseificação.

10.6. Energia Eólica

O vento resulta do deslocamento de massas de ar, derivado dos efeitos das diferenças de pressão atmosférica entre duas regiões distintas e é influenciado por efeitos locais como a orografia e a rugosidade do solo.

Essas diferenças de pressão têm uma origem térmica estando diretamente relacionadas com a radiação solar e os processos de aquecimento das massas de ar.

Entre
1 a 2% da energia proveniente do sol (o sol irradia cerca de 174.423.000.000.000 kWh), é convertida em energia eólica, a qual é cerca de 50 a 100 vezes superior a energia convertida em biomassa (0.011%), por todas as plantas da terra. As regiões ao redor do Equador, latitude 0º, são aquecidas pelo sol mais do que as restantes zonas do globo. O ar quente é mais leve que o ar frio, pelo que sobe até uma altura aproximada de 10 km e estende-se para norte e para sul. Se a terra não girasse, esse ar simplesmente chegaria ao Pólo Sul e ao Pólo Norte, para posteriormente descender e voltar ao Equador. Podemos classificar os ventos nos seguintes tipos:

Ø Ventos Globais


O vento que sobe desde o Equador para os pólos, o qual circula pelas camadas mais altas da atmosfera, por volta dos 30º de latitude, evita que continue em direção aos pólos. Nessa latitude encontra-se uma zona de altas pressões, pelo que o ar começa a descer de novo.

Quando o vento sobe desde o Equador origina uma zona de baixas pressões perto do solo o que atrai ventos do Norte e do Sul. Nos pólos, devido ao ar frio, são originadas zonas de altas pressões. A Troposfera é onde ocorrem todos os fenômenos meteorológicos assim como o efeito de estufa.

As direções dominantes do vento são importantes na localização das aero geradores, no entanto a geografia local também pode influenciar as direções acima indicadas.

Ø Ventos Locais

Apesar da importância dos ventos locais na determinação dos ventos dominantes numa determinada área, as condições climatéricas locais podem influenciar as direções do vento. A direção do vento é influenciada pela soma dos efeitos globais e locais. Quando os ventos globais são suaves, os ventos locais podem dominar o regime de ventos:

· Brisas Marinhas: Durante o dia a terra aquece mais rapidamente pela influência do sol que o mar. O ar sobe e circula para o mar, criando uma depressão ao nível do solo, que atrai o ar frio do mar. A isto se chama brisa marinha. Normalmente ao entardecer há um período de calma, quando as temperaturas do solo e do mar se igualam. Durante a noite os ventos sopram em sentido contrário, tendo a brisa terrestre, normalmente, velocidades inferiores, uma vez que a diferença entre a temperatura do solo e do mar é menor.



Brisas Marinhas: Dia Brisas Marinhas: Noite

· Ventos da montanha: um exemplo é o vento do vale o qual tem origem nos declives orientados a sul (no hemisfério sul nos declives orientados a norte). Quando os declives e o ar próximo deles estão quentes a densidade do ar diminui, sobe seguindo a superfície do declive. Durante a noite a direção do vento inverte-se, passando a descer o declive. Se o fundo do vale for inclinado o ar pode ascender e descender pelo vale. Alguns exemplos importantes deste fenômeno são: o Fhon dos Alpes, o Chinook das Montanhas Rochosas, o Mistral do Vale do Rhone e o Sirocco do Sahara.

Ø Ventos de Superfície: Os ventos são muito influenciados pela superfície terrestre até altitudes de 100 metros. O vento é travado pela rugosidade da superfície da terra e pelos obstáculos. A direção perto da superfície é ligeiramente diferente das dos ventos geostróficos, devido à rotação da terra.

10.6.1. A Energia do Vento

A energia cinética, resultante das deslocações de massas de ar, pode ser transformada em:

ØEnergia Mecânica: Usados para a extração de água de poços, muito diversificados nos Estados Unidos e em aplicações do mesmo tipo
em Portugal. Devido ao grande fator de "solidez" (número de pás*corda média) este tipo de turbina funciona a muito baixas velocidades, no entanto tem uma reduzida eficiência na extração de energia do vento quando comparada com as turbinas com apenas duas ou três pás.

Ø Energia elétrica: O aero gerador obtém energia convertendo a energia do vento num binário atuando sobre as pás do rotor. A quantidade de energia transferida ao rotor pelo vento depende da densidade do ar, da área de varrimento do rotor e da velocidade do vento.E a principal tecnologia utilizada para a produção de energia elétrica na atualidade.

Existem essencialmente dois tipos de turbinas eólicas:

· Turbina Eólica de Eixo Horizontal: são o tipo de turbinas mais comuns, de acionamento por forças sustentadoras e aplicadas na maior parte dos parques de produção de energia elétrica.

· Turbina Eólica de Eixo vertical: Utilizadas também para a produção de energia elétrica, e tem como principais vantagens teóricas:

1. A independência da direção do vento, no entanto os esforços nas pás exercidos pela força centrífuga e limita a sua velocidade.

2. Maior rendimento em comparação com as turbinas de eixo horizontal.

3. Uma forma de diminuir este efeito é dar uma forma arqueada às pás.

As principais desvantagens das turbinas de eixo vertical são:

1. Velocidades junto do solo baixas (junto da parte inferior do rotor).

2. Arranque “forçado”, i.e., a, máquina necessita de um “empurrão” antes de arrancar. Em caso de substituição do rolamento principal é necessário desmontar toda a turbina.

Em caso de substituição do rolamento principal é necessário desmontar toda a turbina.

Ø Efeitos do Vento

A variação do vento com a altura ao solo (rugosidade), turbulência ou a presença de obstáculos, etc., são outros fatores que influenciam o aproveitamento desta fonte de energia.

Em geral, quanto maior a rugosidade do terreno maior o abrandamento do vento. Um bosque ou uma grande cidade abrandam muito o vento, classe de rugosidade 3 a 4 (definição utilizada pela indústria eólica para classificar a rugosidade), uma pista de um aeroporto, ou planície abrandam apenas ligeiramente o vento, classe 0,5-1, em quanto que a superfície do mar ou de um lago tem uma influência quase nula, classe 0.

Ø Energia Oceânica

Ainda se está a estudar qual ou quais serão os sistemas mais eficientes e viáveis para a produção de energia elétrica pela conversão da energia das ondas. Os sistemas na costa estão normalmente localizados em águas pouco profundas (8-20m), apoiados diretamente na costa, ou próximos dela. O sistema de coluna de água oscilante (OWC) é o tipo mais bem sucedido. A tecnologia envolvida é relativamente convencional. A peça de equipamento mais específica é uma turbina de ar que aciona um gerador elétrico.

Sistemas em águas profundas (offshore): Situados normalmente em profundidades de 25-50 m, por vezes designados de segunda geração. Em geral o órgão principal é um corpo oscilante flutuante ou, mais raramente, totalmente submerso. O sistema de extração de energia pode ainda utilizar a turbina de ar, ou equipamentos mais sofisticados (sistemas óleo-hidráulico, motores elétricos lineares, etc.). O sistema AWS (2MW) (Archimedes Wave Swing), com tecnologia essencialmente holandesa, é um dos raros que atingiram a fase de construção de protótipo onde se faz o aproveitamento da energia produzida pela oscilação dos cilindros ao passar as ondas. Existem outros sistemas ainda em fase de estudo. Uma boa eficiência de extração de energia está associada a condições de ressonância com as ondas.

Qualquer que seja a tecnologia utilizada, a variabilidade da potência produzida está dependente da variabilidade do próprio recurso energético (sazonal, e com o estado de mar), à semelhança do que sucede com a energia eólica. As flutuações associadas à escala de tempo do período da onda (cerca de 10 segundos) podem ser mais ou menos bem filtradas, conforme o sistema e a sua capacidade de armazenamento de energia (por exemplo, num volante de inércia).

O impacto ambiental é variável conforme o tipo de sistema e, especialmente, a sua localização. Para os sistemas na costa o impacto é essencialmente visual. O principal impacto dos sistemas “offshore “está associado a interferências com a navegação e pesca. Nas explorações “offshore “em grande escala, é de prever alteração do regime de agitação marítima que atinge a costa, com a consequente modificação do transporte de sedimentos. Apesar destas dificuldades a energia das ondas prova ser uma das fontes de energia renovável a ter em conta num futuro próximo.

Ø Células Combustíveis

· As vantagens:

Uma célula de combustível pode converter mais do que 90% da energia contida num combustível, em energia elétrica e calor.

Centrais de produção de energia através de células de combustível podem ser implementadas junto dos pontos de fornecimento permitindo a redução dos custos de transporte e de perdas energéticas nas redes de distribuição.

A habilidade para co-gerar calor, ou seja, para além de produzir eletricidade, produz igualmente vapor de água quente.

A substituição das centrais termoelétricas convencionais que produzem eletricidade a partir de combustíveis fósseis, por células de combustível, melhorará a qualidade do ar e reduzirá o consumo de água e a descarga de água residual que produz um nível muito inferior de dióxido de carbono.

As células de combustível podem ser desenvolvidas para funcionarem a partir de gás natural, gasolina ou outros combustíveis fáceis de obter e transportar (disponíveis a baixo custo). Um reformador químico que produz hidrogênio enriquecido possibilita a utilização de vários combustíveis gasosos ou líquidos, com baixo teor de enxofre.

· As desvantagens:

û A necessidade da utilização de metais nobres como, por exemplo, a platina que é um dos metais mais caros e raros no nosso planeta.

û O elevado custo atual em comparação com as fontes de energia convencionais.

û A elevada pureza que a corrente de alimentação hidrogênio deve ter para não contaminar o catalisador.

û Os problemas e os custos associados ao transporte e distribuição de novos combustíveis como, por exemplo, o hidrogênio.

û Os interesses econômicos associados às indústrias de combustíveis fósseis e aos países industrializados.

Ø Tipos de Células de Combustíveis

Muitos dos requisitos apresentados pelos sistemas elétricos convencionais implicam desafios técnicos específicos para as células de combustível. Por exemplo, de maneira a ter uma maior flexibilidade em relação ao combustível e melhor utilização do calor produzido, uma célula de combustível. Por exemplo, de maneira a ter uma maior flexibilidade em relação ao combustível e melhor utilização do calor produzido, uma célula de combustível deverá funcionar a temperaturas elevadas. De maneira a responder aos diversos desafios técnicos, os investigadores desenvolveram diferentes tipos de células de combustível.

Os diferentes tipos de células de combustível são os seguintes:

û Células de combustível com membrana de permuta protónica (CCMPP).

û Células de combustível alcalinas (CCA).

û Células de combustível com membrana de permuta protônica (CCMPP).

û Células de combustível alcalinas (CCA).

û Células de combustível ácido fosfóricas (CCAF).

û Células de combustível de carbonato fundido (CCCF).

û Células de combustível de óxido sólido (CCOS)

Ø Células de combustível com membrana de permuta protônica (CCMPP)

O combustível utilizado é o hidrogênio com elevado grau de pureza.

O único líquido na célula é a água e, devido a esse fato, os problemas de corrosão são mínimos. Esta célula de combustível funciona para temperaturas, usualmente, inferiores a 100ºC.

Uma variante importante da CCMPP é a célula de combustível com alimentação direta de metanol (CCDM). Como combustível, o metanol tem diversas vantagens em relação ao hidrogênio – pois além de ser líquido à temperatura ambiente, este pode ser facilmente transportado e armazenado.

Além do hidrogênio como combustível, estas células podem funcionar com outros combustíveis alternativos, por exemplo, metanol, etanol, metano, propano, etc..

No presente, os investigadores desta tecnologia estão a alcançar progressos importantes, tornando este tipo de células de combustível potencialmente útil para ser utilizado em equipamentos elétricos portáteis e, igualmente, em meios de transporte.

Ø Células de combustível de óxido sólido (CCOS)

As células de combustível de óxido sólido funcionam na gama de temperaturas entre os 600 e os 1000 ºC, possibilitando assim velocidades de reação elevadas sem a utilização de catalisadores nobres. No entanto, os materiais cerâmicos que constituem estas células acarretam dificuldades adicionais na sua utilização, envolvendo custos de fabrico elevados e sendo necessários muitos equipamentos extras para que a célula produza energia elétrica. Este sistema extra engloba o de pré aquecimento do combustível e do ar, e o sistema de arrefecimento.

Ø Células de combustível ácido fosfórico (CCAF)

As células de combustível ácido fosfóricas foram as primeiras a ser produzidas comercialmente e apresentam uma ampla aplicação a nível mundial. Neste tipo de células de combustível, o eletrólito utilizado é o ácido fosfórico a 100%, funcionando a temperaturas entre 160º C e 220º C. O problema do armazenamento do hidrogênio pode ser resolvido pela transformação do metano em hidrogênio e dióxido de carbono, mas o equipamento necessário para esta operação acrescenta à célula custos consideráveis, maior complexidade, e tamanho superior. No entanto, estes sistemas apresentam as vantagens associadas à simplicidade de funcionamento da tecnologia das células de combustível, disponibilizando um sistema de produção de energia elétrica seguro e que envolve baixos custos de manutenção. Alguns destes sistemas funcionaram continuamente durante diversos anos sem qualquer necessidade de manutenção ou intervenção humana.

Ø Células de combustível alcalinas (CCA)

Neste tipo de células de combustível, a redução do oxigênio no cátodo é mais rápida em eletrólitos alcalinos, comparativamente com os ácidos e, devido a isso, existe a possibilidade da utilização de metais não nobres neste tipo de células. As principais desvantagens desta tecnologia são o fato dos eletrólitos alcalinos (ex. NaOH e KOH) dissolverem o CO2 e a circulação do eletrólito na célula, tornando o funcionamento desta mais complexo. No entanto o eletrólito apresenta custos reduzidos.

Ø Combustível por Hidrogênio

Neste tipo de combustível, há uma tendência de redução drástica dos outros meios de combustíveis como: diesel, gasolina e álcool. Na China, cerca de 10% dos automóveis são movidos ao combustível de hidrogênio, porém ainda está sendo base de teste, na qual, deverá daqui a 30 anos ser utilizado em outros países.

10.7. Outros tipos de Soluções

Outro fato para o retardamento do aquecimento global, ou até mesmo a solução para este fenômeno, é a criação de novas reservas ambientais e ecológicas, assim como a preservação das áreas já existentes, reflorestamento das áreas degradadas e a extinção das queimas das florestas. Outro fator é a diminuição drástica dos gases que provocam o efeito estufa, assim como a eliminação dos lixões e aterros irregulares.

11. CONCLUSÃO

Concluímos que se cada um fizer sua parte tanto individual como coletiva, com mudanças de atitudes conscientes e constantes, podemos de certa forma mudar o quadro deste fenômeno que é o Aquecimento Global.

Com a utilização das inúmeras soluções existentes, nós poderemos salvar nosso planeta.


9. DIIFICULDADES


Apesar de um dos integrantes não residir na mesma cidade que os demais elementos, todos estávamos dispostos a se reunirem quantas vezes foram necessários (incluindo nas férias).
Durante a pesquisa, muitos se negaram a contribuir, outros omitiram a verdade além das pessoas que não possuíam o conhecimento suficiente para dialogar sobre o assunto.
A respeito do Tema, por ser muito abrangente tivemos dificuldades ao “filtrar” o conteúdo necessário.



14. FÓRMULAS




10. INFOGRAFIA

www.epoca.com.br/aquecimentoglobalpodeafetarobrasil.html

www.brasilescola.com/efeitoestufa.html

www.estadao.com.br/degeloantartida.html

FORUM “Energias Renováveis em Portugal”- Relatório Síntese, ADENE/INETI, 1ª Edição - Lisboa, Novembro 2001.